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O que foi a Revolução Industrial?

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A Revolução Industrial foi um processo de grande desenvolvimento tecnológico no século 18 que levou ao surgimento da indústria moderna. É um assunto recorrente nas questões do Enem e, por isso, é muito importante incluí-lo em seu plano de estudos.
 
Quer saber mais sobre a Revolução Industrial, suas etapas e consequências? Continue a leitura deste artigo e confira. 
 

O que é revolução?

 
Quando se fala em revolução não se trata necessariamente de luta armada. Revolução significa uma mudança ampla de uma sociedade nos seus aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais. 
 
Isso aconteceu na Inglaterra com a primeira revolução industrial e depois se espalhou praticamente para o mundo todo. O surgimento das fábricas trouxe uma mudança importante não só econômica e social, mas também política e cultural, por isso é considerada uma revolução.
 

O que antecedeu a revolução industrial?

 
Até a Idade Média predominava o artesanato, no qual não há divisão das etapas da produção, ou seja, o artesão desempenhava todas as etapas do processo produtivo. O dono da oficina também trabalhava na produção, então não existIa a separação entre capital e trabalho.
 
A partir do século 15 e 16 surgiu a manufatura, um processo de produção da Idade Moderna, quando o capitalismo já está consolidado. Ela já apresentava uma pequena divisão nas etapas de produção e o dono não trabalhava mais na produção, então existia a separação entre capital e trabalho.
 
Com a revolução industrial, surgiu a maquinofatura: o uso da energia mecânica nos processos de produção. Houve, então, a subdivisão do trabalho nas fábricas. Além disso, o dono, o burguês, não trabalhava nas etapas da produção, apenas administrava a empresa.
 

Inglaterra foi a pioneira na Revolução Industrial

 
A Inglaterra tem uma história de desenvolvimento capitalista um pouco diferente de outros países, que acabou favorecendo o seu pioneirismo na mecanização da produção. Confira alguns desses fatores.
 

Acúmulo de capitais

 
A Inglaterra foi competente na acumulação primitiva de capitais com o comércio marítimo, com a exploração de suas colônias e com o apoio dos corsários, aqueles piratas legalizados que tinham o aval da coroa (a chamada carta de corso) para saquear as embarcações dos inimigos, especialmente as embarcações espanholas. 
 

Cercamentos

 
Os ingleses tinham uma mão de obra abundante e barata devido aos cercamentos: a expulsão dos camponesas das chamadas terras comunais, que foram cercadas para a criação de ovelhas. Assim, podiam fornecer lã para as manufaturas têxteis, que, depois, seriam substituídas pelas indústrias. Neste cenário, os camponeses migram para as cidades e passam trabalhar nas fábricas, recebendo um salário e tornando-se consumidores.
 

Burguesia no poder

 
Desde a Revolução Gloriosa, a Inglaterra não tinha mais uma monarquia absolutista, mas uma monarquia parlamentarista, que era dominada pela burguesia. 
 

Primeira Revolução Industrial

 
A Primeira Revolução Industrial ocorreu aproximadamente entre 1760 e 1850, marcada pela substituição da manufatura pela maquinofatura. 
 
Neste período, foram criadas as máquinas feitas de ferro e movidas a energia a vapor, com base na queima do carvão mineral. As primeiras inovações tecnológicas associadas à mecanização da produção surgem no setor têxtil, como a máquina de fiar e o tear mecânico. 
 
Foi um período marcado pelo crescimento das cidades às margens das fábricas e pela formação do proletariado, uma classe social muito explorada, com longas jornadas de trabalho e salários baixos. 
 
Com a revolução industrial, cada operário passou a realizar somente uma fase do processo. Isso provocou a alienação, ou seja, ao visualizar o produto final o trabalhador não consegue perceber a sua participação na formação daquele produto, pois não tem consciência do processo.
 
Ao longo do tempo, com o aperfeiçoamento das máquinas, surgiu também o desemprego, já que a mão de obra humana era substituída. 
 

Segunda Revolução Industrial

 
A segunda fase da revolução industrial teve início na metade do século 19 e se estendeu até o início do século 20. Envolve o processo evolutivo das tecnologias, o desenvolvimento da indústria e o fortalecimento do capitalismo. 
 
Os principais marcos desse período foram:
 

  • A fabricação do aço, muito usado na construção de pontes, máquinas, trilhos, edifícios, ferramentas, etc;
  • Grandes invenções nas áreas de eletricidade, medicina, farmacêutica, agrícola e metalúrgica;
  • A construção de ferrovias e navios a vapor;
  • O surgimento dos antibióticos;
  • A invenção do telefone e da lâmpada incandescente;
  • Uso do petróleo como combustível.

 

Terceira Revolução Industrial

 
A terceira fase da Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-científica, teve início logo após a Segunda Guerra Mundial e trouxe o uso intensivo da informática e da automação industrial. Foi a partir daí que entrou em cena a robótica substituindo a força de trabalho humano. Podemos destacar a inovação nas áreas da genética, informática, telecomunicações, eletrônica, entre outras.
 

Quarta Revolução Industrial

 
Também conhecida como Indústria 4.0, a quarta Revolução Industrial está relacionada às tecnologias digitais. A principal característica dessa fase é a automatização das fábricas por meio de inteligência artificial, robôs, nanotecnologia, impressão 3D, biotecnologia, entre outras inovações. 
 
Agora você já sabe o que foi a revolução industrial e cada uma das suas fases. Para saber mais, acesse o Blog do Hexag Medicina e confira nossos artigos. 

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do Hexag.

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