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O que é um residente de medicina? O que ele faz?

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Se o seu sonho é cursar medicina, você já deve saber que não é nada fácil passar em uma boa universidade. É necessário se dedicar aos estudos integralmente e, se possível, fazer um bom cursinho pré-vestibular para obter o melhor desempenho no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e no vestibular. 
 
No entanto, o esforço para se tornar médico não acaba por aí. Ao ser aprovado, é necessário estudar em tempo integral por pelo menos 6 anos até se formar como um profissional generalista. Depois, se você deseja se especializar em alguma área mais específica da medicina, como pediatria, ginecologia, psiquiatria, entre outras, é necessário fazer a residência médica, algo que também exige um esforço considerável para conseguir uma vaga.
 
Mas, afinal, o que é e o que faz um residente de medicina? Neste artigo, vamos explicar mais sobre este assunto. Continue a leitura e confira!

O que é um residente de medicina?

Após terminar a graduação e receber o registro no Conselho Regional de Medicina, o profissional está capacitado e tem permissão para exercer sua função como médico generalista, também conhecido como clínico geral. No entanto, existe a possibilidade do recém-formado se especializar em alguma outra área mais específica. O caminho mais utilizado para obter essa especialização é por meio da residência médica.
 
O médico residente pode realizar atividades práticas em uma instituição de saúde sob a supervisão de médicos especialistas. Algumas de suas atribuições são: realizar atendimentos ambulatoriais; fazer plantões; cuidar e se responsabilizar por casos de emergência em sua especialidade; acompanhar pacientes internados que estejam no setor designado; eventualmente, substituir um médico especialista.
 
Toda essa experiência proporcionada pela residência médica ajuda o profissional a aprofundar seus conhecimentos na área, ter a oportunidades de acompanhar e trabalhar com casos reais, além de poder experimentar o dia a dia de um especialista na área desejada.
 
Em geral, o médico residente trabalha 60 horas semanais (12h por dia) e mais 12 horas de um plantão noturno semanal. Após o plantão, é exigido que ele descanse por, no mínimo, 6 horas. Além disso, ele precisa ter pelo menos um dia de folga na semana. 

Como se tornar um residente

A experiência de ser um residente parece mesmo encantadora quando você já sonha em ser médico. No entanto, a trajetória do profissional não se torna mais fácil depois que ele termina a faculdade. Toda a dedicação e empenho que precisou colocar em prática para chegar até ali continuam na etapa da residência, começando pela prova de seleção.
 
Para ser aprovado em uma instituição de saúde credenciada, é necessário prestar um concurso. O número de vagas costuma ser bem menor do que a demanda, tornando o processo seletivo bastante competitivo. Na primeira fase, é necessário realizar uma prova teórica que poderá cobrar seus conhecimentos em clínica médica, geral, ginecologia e obstetrícia, pediatria e medicina preventiva social. 
 
Ao passar para a segunda fase, o médico terá o seu currículo avaliado por uma banca examinadora especializada que deverá pontuar e ranquear cada candidato de acordo com sua vida acadêmica e profissional até aquele momento. 
 
A concorrência é tão grande que, ao longo do tempo, acabou estimulando a criação de cursinhos preparatórios para quem deseja ser aprovado em um concurso de residência, muito semelhante aos cursos para aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que também é famoso pela dificuldade de aprovações. 

Cursos de especialização

Considerando que realmente não há vagas suficientes no Brasil para que todos os médicos interessados façam uma residência médica, existe uma alternativa para se tornar um profissional especialista em determinada área da medicina. Em geral, os candidatos que não são aprovados na residência migram para cursos de especialização lato sensu, que são uma alternativa viável, mas com um reconhecimento de mercado bem diferente comparado ao programa de residência.
 
Outra desvantagem é que, ao final do curso, o estudante deverá prestar uma prova para receber o título de especialista. No caso do programa credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), o título de especialista reconhecido pelo MEC é garantido ao final da residência de forma imediata. 
 
Também há uma diferença em relação à carga horária. Os cursos de especialização lato sensu têm uma regulação que determina carga horária mínima de 360 horas para sua conclusão e não há nenhuma determinação com relação à carga máxima. Já a residência médica tem carga horária máxima de 2.880 horas, observando o máximo de 60 horas semanais.
 
Além de tudo isso, tem ainda a questão financeira. Enquanto o médico residente recebe uma bolsa-auxílio durante o programa, o profissional que fizer o curso de especialização precisa pagar por ele. 
 
Viu como ser um residente de medicina vale a pena? Se quiser saber mais o assunto e ainda descobrir qual é a média salarial de um médico, acesse o Blog do Hexag Medicina e confira nossos artigos.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do Hexag.

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