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Como funcionam as vacinas?

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Doenças como poliomielite, sarampo e tétano parecem ser problemas do passado. Afinal, o número de casos não é tão expressivo atualmente. Isso só acontece porque existem vacinas que nos protegem de vírus e bactérias causadores dessas doenças e ajudam a reduzir expressivamente a incidência de cada uma delas. 
 
Quando falamos sobre a história da medicina, descobrimos o quanto as vacinas foram e são fundamentais para combater uma série de doenças. Hoje em dia, inclusive, a maior busca dos cientistas é uma vacina que nos proteja do COVID-19, doença pandêmica que matou quase 700 mil pessoas até julho de 2020, e não para de fazer vítimas no mundo todo.
 
Mas, afinal, como funcionam as vacinas? Vamos explicar direitinho para você neste artigo. Confira!
 

O que são as vacinas e como elas funcionam

 
A melhor maneira de nos proteger contra uma doença é a imunização. Isso acontece quando nosso corpo produz anticorpos que combatem as bactérias ou vírus causadores. Ao entrarmos contato com algum germe, nosso sistema imunológico começa a combatê-lo e desenvolve um mecanismo de defesa que saberá como se defender desse microrganismo no futuro caso apareça novamente
 
As vacinas provocam essa imunização sem que você precise ficar doente. São substâncias biológicas criadas em laboratório que, ao serem introduzidas no organismo, ativam o sistema imunológico para que ele aprenda a reconhecer e combater o vírus ou as bactérias que venham infectar seu corpo no futuro. 
 
Em alguns casos, as vacinas provocam reações como febre, dor no local da aplicação e dores musculares. Em casos raros, o vírus pode provocar a própria enfermidade que deveria combater. Há também episódios em que a vacina não tem efeito no corpo, isso acontece quando o sistema imune não responde bem, como em pessoas com diabetes, HIV ou problemas genéticos.
 

Tipos de vacina

 
Existem diferentes tipos de vacina que variam de acordo com as particularidades de cada doença. Elas podem ser compostas por:
 
– Agentes semelhantes aos microorganismos que causam as doenças;
 
– Toxinas e componentes desses microorganismos;
 
– Pelo próprio microrganismo agressor na versão atenuada (com o agente enfraquecido) ou na versão inativada (com o agente morto ou apenas parte do agente).
 

Toxoides

 
Algumas doenças não são causadas pela bactéria, mas pelas toxinas que a mesma produz. Neste caso, vacina é feita com toxinas modificadas para oferecer a proteção adequada. A imunização costuma ser mais fraca neste tipo de vacina, necessitando de mais doses ao longo dos anos. Exemplos: contra tétano e difteria.
 

Vacinas inativadas

 
As vacinas com microrganismos mortos são mais seguras, mas apresentam uma imunização mais baixa. Geralmente precisam de mais de uma dose para oferecer a proteção adequada. É o caso das vacinas contra pólio, cólera, raiva, influenza (gripe) e hepatite A.
 

Vacinas vivas atenuadas

 
As vacinas atenuadas possuem organismos vivos, mas fracos o suficiente para não causarem sintomas fortes. Elas não devem ser tomadas por grávidas e pessoas com deficiência no sistema imune. Exemplos: contra catapora, rubéola, caxumba, varíola, sarampo e febre amarela.
 

Quando foram criadas

 
A primeira vacina surgiu em 1788, na Inglaterra, com o médico e cientista Edward Jenner. Ele ouviu rumores de trabalhadores rurais que estavam imunes à varíola depois de serem infectados pela varíola bovina (cujo nome científico é Variolae vaccinae). 
 
Então, ele aplicou o vírus da vaca em um garoto de oito anos, que desenvolveu sintomas leves da doença e, pouco tempo depois, ficou curado. Na segunda fase de testes, o médico aplicou o vírus da varíola e o menino não sofreu nada. Assim, surgiu a primeira vacina. 
 
Mas foi só em 1881 que os imunobiológicos receberam o nome de vacina. Foi quando o cientista francês Louis Pasteur sugeriu usar o termo em homenagem a Jenner para batizar sua vacina contra a cólera aviária e o carbúnculo.
 

Quem produz e distribui as vacinas no Brasil

 
As vacinas distribuídas no Brasil são produzidas por laboratórios nacionais, internacionais ou por institutos especializados ligados ao poder público, como o Instituto Butantan (do governo do Estado de São Paulo) ou a Bio-Manguinhos (do governo federal).
 
A compra e distribuição das unidades ofertadas pelo sistema público de saúde fica por conta do Ministério da Saúde. As vacinas são avaliadas pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde) e, no caso de unidades internacionais, precisam ser liberadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) após passarem pela alfândega. Só então o governo inicia a entrega pelos Estados, que distribuem pelos municípios.
 
No Brasil, são disponibilizadas gratuitamente para a população 17 tipos de vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. No entanto, é possível encontrar outros tipos em redes particulares que não são ofertados pelo SUS.
 

Vacinas muito esperadas

 
Atualmente, a vacina mais esperada pelo mundo todo é contra o novo coronavírus. A cada dia vemos diversos avanços dos cientistas, mas leva tempo para que uma vacina seja produzida adequadamente. Existe uma série de testes para determinar que ela realmente funciona. No caso do COVID-19, é ainda mais difícil por ser um vírus novo e com particularidades ainda desconhecidas pelos especialistas.
 
Outras doenças que ainda não têm vacina e são muito esperadas pelos médicos são o HIV e a dengue. Um dos principais obstáculos dos cientistas para chegar à fórmula correta é a falta de investimento em pesquisa, principalmente por se tratar de um problema mais enfrentado em paíse pobres. 
 
Agora você já sabe como funcionam as vacinas. Se quiser saber mais, confira muitos outros artigos em nosso blog!
 

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Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do Hexag.

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