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Aula em vídeo – Desenvolvimento no Governo JK

Prof. Rozante

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O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) foi responsável por grande período de desenvolvimento no Brasil. O termo desenvolvimentismo certamente pode resumir o governo de JK, que adotou como grande slogan de governo o: “50 anos em 5”, prometendo acabar com o atraso industrial brasileiro.
Incentivado por uma grande entrada de capital estrangeiro, o Brasil desenvolveu um Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), que projetava resultados rápidos para fortalecer a imagem do presidente como um homem empreendedor e de visão progressista.
Deste modo, dentro do PND, estabeleceu-se o famoso Plano de Metas, onde o Brasil teria 30 metas básicas a atingir, e uma 31ª meta, chamada de meta síntese, que seria a construção de Brasília, a qual simbolizaria a integração de todas as outras metas.
Entre as metas mais importantes eleitas pelo presidente JK, seis ganharam maior destaque, sendo estas: saúde; educação; alimentação; energia; transporte e indústria.
No campo da saúde, foram desenvolvidos poucos esforços, sendo o projeto do hospital especializado em saúde feminina, encabeçado por sua esposa Sara, o de maior relevância. Já no campo da educação, a grande preocupação ficou na ampliação do ensino básico no território nacional, contudo sem grandes projetos de mudança na estrutura educacional ou no currículo escolar. No setor da alimentação, foi criada a COBAL (Companhia Brasileira de Alimentação), responsável por realizar o levantamento das safras agrícolas e projetar a necessidade de estocar ou vender grãos.
Contudo, os maiores esforços aconteceram nos setores de transporte; energia e indústria, muito mais interessantes para o capital estrangeiro.
Nos transportes ocorreu a abertura de estradas que interligavam todas as regiões do Brasil com a nova capital federal, tendo maior destaque para a rodovia Belém-Brasília. Contudo, vale lembrar que a falta de investimentos sólidos em ferrovias no país enterrou a possibilidade de o Brasil adquirir uma malha ferroviária consistente que traria menor gasto nos transportes de cargas atuais.
No campo industrial, podemos entender o forte estímulo à indústria automobilística, pois não teria sentido algum abrir estradas pelo país inteiro e não existir uma produção de automóveis sólida. Já no setor energético, o grande destaque foi a construção de FURNAS, grande usina hidrelétrica em MG.
Por fim, a construção de Brasília tornou-se um capítulo a parte no governo JK, já que despendeu gastos enormes e terminou sob a suspeita de desvio de verbas e superfaturamento, o que maculou a imagem de JK. Com um projeto urbanístico e arquitetônico arrojado e premiado (o Plano Piloto, projeto que remete a um avião), assinado por Oscar Niemayer e Lúcio Costa, a nova capital saiu do papel e virou realidade graças aos braços de nordestinos (apelidados de candangos), os quais buscavam trabalho e fugir da seca em sua terra natal.
No fim de seu mandato, JK sofria com a falta de apoio popular por seu pouco esforço nas questões sociais, precisava lidar com uma enorme dívida pública e com a pressão de boa parte do Congresso Nacional. Esse quadro não deixou o candidato apoiado por ele se eleger, sendo batido facilmente no pleito por Jânio Quadros.

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