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Esclarecendo a diferença entre dieta e alimentação balanceada

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Alimentar-se corretamente está se tornando cada vez mais importante nos dias de hoje, visto que a consequência de uma boa alimentação se reflete diretamente em nossa saúde e bem-estar. Falar em dieta,geralmente,leva a uma associação com emagrecimento e confunde-se com regime, que não traz resultados benéficos a médio e longo prazo pois,ao suprir nosso organismo de qualquer macronutriente,em algum momento haverá a cobrança por esta carência.

Acompanhando qualquer dieta da moda que esteja em voga,percebemos que a resposta do corpo é muito rápida em relação ao objetivo,ou seja,a perda de peso mas,como não é realizada de forma gradativa,controlada e natural,dificilmente alguém mantém tal dieta por um período prolongado pois,como disse anteriormente,o organismo pede “socorro” e o ganho de peso acima do patamar inicial é inevitável. Este é um mecanismo de preservação da espécie que se reflete de forma mais evidente nas mulheres,em função dos hormônios sexuais.

Portanto,quando falamos em alimentação balanceada, refiro-me à famosa “pirâmide alimentar” que deveríamos adotar diariamente em nossa refeições,ou seja,ingerir cerca de 50% a 60% de carboidratos, 20% a 25% de proteínas, 20% a 30% de gordura e 300 g a 400 g de frutas, verduras e legumes. A adoção de um cardápio equilibrado como este ajuda a prevenir o aparecimento de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes, doenças cardiovasculares e envelhecimento precoce, dentre outras enfermidades. Os especialistas recomendam o fracionamento das refeições ao longo do dia (6 pequenas refeições com intervalos de 3 hs) para evitar picos de liberação de insulina que ocorrem quando fazemos apenas 2 refeições ao dia com longo intervalo entre elas,principalmente quando a ingestão de carboidratos é excessiva,em detrimento dos outros nutrientes.

Tal hábito pode desencadear um quadro denominado resistência insulínica, caracterizado pela incapacidade do organismo em utilizar a glicose como fonte de energia,o que leva ao seu armazenamento na forma de gordura,ou seja,ganho de peso, sendo este, apenas uma das várias consequências danosas do Diabetes tipo II. Além disso,quando ficamos um período grande sem ingerir alimentos,ocorrem algumas alterações hormonais que são facilitadoras do aumento de peso. Em condições de jejum prolongado,o organismo interpreta isso como uma “agressão” e desencadeia uma reação de estresse,com o aumento da secreção de um hormônio chamado cortisol que,em excesso,mobiliza o glicogênio hepático que é convertido em glicose na corrente sanguínea que, não sendo utilizado, passa a ser depositado no abdômen. Além de todas estas situações, a baixa ingestão de nutrientes energéticos reduz a concentração de glicose no cérebro e influi diretamente na liberação de um neurormônio chamado serotonina.

A queda nas concentrações de serotonina está associada ao aumento da ansiedade,que leva à busca de um mecanismo de compensação através da ingestão excessiva de alimentos engordativos que não oferecem sensação de saciedade e aumentam o apetite. Para muitas pessoas acima do peso ideal ,seu controle a longo prazo e de forma saudável, requer um compromisso diário com algumas mudanças no estilo de vida e mudar maus hábitos alimentares,é apenas uma delas.

Um forte abraço.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do Hexag.

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Sobre o autor

professor tj biologia

TJ

TJ é professor de Biologia no Hexag Vestibulares.

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