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A RELAÇÃO ENTRE MEDICINA E GEOGRAFIA

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No século XIX, milhares de pessoas morreram de cólera em Londres. O Doutor John Snow realizou um mapeamento (1854) relacionando os óbitos ao consumo de água em fontes públicas de abastecimento. Após exaustivos trabalhos para relacionar os dados coletados e as variações espaciais dos eventos, Dr. Snow conseguiu reduzir drasticamente os casos de contágio e, consequentemente, de mortes por cólera. Este pode ser considerado um dos primeiros mapeamentos epidemiológicos, o qual foi responsável por salvar dezenas de milhares de vidas.
Atualmente, a geografia da saúde tem amplas ferramentas “à mão” para aumentar a acurácia dos mapas gerados. Estamos falando das geotecnologias, conhecidas também por geoprocessamento. São exemplos de geotecnologias o sensoriamento remoto, o sistema de posicionamento global (GPS) e a cartografia digital. O uso dessas ferramentas pelo pesquisador de geografia da saúde possibilita a confecção de mapas, com a finalidade de compreender e combater doenças infectocontagiosas, doenças relacionadas à desnutrição e subnutrição, e fornece, entre outros, uma gama de informações para subsidiar o planejamento de infraestrutura de saneamento básico.
A aplicação das geotecnologias pelo pesquisador da área de geografia da saúde, ou mesmo de qualquer outro pesquisador que queira fazer o uso delas, amplia as possibilidades de análise do problema e se torna ferramenta indispensável para subsidiar pesquisas na área. Com uma rápida pesquisa no Google, você encontra centenas de trabalhos com a temática “Geografia da Saúde”, com mapas temáticos, cartas, imagens e gráficos delimitando problemas de saúde e propondo soluções.
A exemplo da revolução iniciada pelo Dr John Snow no século XIX, os atuais pesquisadores da área de geografia devem fazer uso das geotecnologias para estudar, identificar, tratar e solucionar problemas que assolam nossa população. Investir na combinação de áreas científicas, que antes pareciam tão distantes, é garantia de evolução e, assim, garantia também de melhoria de vida.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do Hexag.

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Sobre o autor

William Oliveira

William Oliveira é professor de Geografia no Hexag Vestibulares.

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