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Como vejo o mundo

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Como estamos no campo de ideias que representam boas aproximações da realidade -a Física- me sinto propenso a discutir um de seus modelos, o modelo de campo. Sabem, já discuti muito sobre isso com meus alunos. Concluo que crescemos, e, ao perdermos a ingenuidade, perdemos a familiarização com o conceito de campo. Senhores, eu disse conceito, e por este motivo nada mais adequado que uma criança, ou seja, seres humanos portadores de pequenas massas e altas energias cinéticas! Uma criança, pequena do ponto de vista do intervalo de tempo, quando deseja não ser vista cobre os próprios olhos. Nada mais adequado, uma vez que, a associação entre ver e ser visto, me parece óbvia: Não te vejo, logo, não sou visto.

A forma como percebemos o mundo que nos cerca se mostra intrínseca ao indivíduo, assim, o olhar é algo individual e a percepção pode ser mais ou menos intensa, de acordo com seu objeto de estudo.

Voltando o olhar para as crianças, temos uma boa percepção do conceito de campo, no caso, campo visual. A criança percebe outros seres humanos ao redor e a interação se dá no instante em que também é percebida, podendo evidenciar a qualidade da interação. Os adultos também. Porém, ao trocarem olhares, a forma de interação pode dar-se de maneira atrativa, repulsiva ou neutra. Quem nunca percebeu, devido a uma interação, uma força atrativa?

Pois bem, do ponto de vista do modelo citado, o Campo Elétrico possui características semelhantes.

O modelo de campo pressupõe esta “observação”. Digamos que a forma como uma partícula portadora de um excesso de cargas percebe o universo se dá através do campo Elétrico. A interação, como num olhar, ocorre quando se tem a percepção mútua entre quem é dotado do “olhar” elétrico, assim como ocorre na vida se as características pressupuserem atração, a proximidade entre os envolvidos pode ser de tamanha intensidade que não força a natureza a apresentar intensidade semelhante.

Enfim, ver e ser visto, não parece um fenômeno meramente social: o comportamento eletrostático diz muito mais do comportamento humano do que poderíamos estimar… bom, troquem olhares senhores e, se possível, com interação! Até breve.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do Hexag.

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Sobre o autor

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Flavio

Flávio é professor de Física no Hexag Vestibulares.

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